Como Escolher a dieta ideal?

Existem diversas categorias de dietas, e com uma grande variedade de opções. Fica até difícil saber qual é a mais indicada para nós, não é mesmo? Na hora de escolher aquela que mais se encaixa ao nosso perfil, devemos considerar a nossa individualidade, como gostos, preferências, necessidades nutricionais e o contexto em que vivemos. 

Para mantermos uma alimentação saudável, prazerosa, nutritiva, que nos ajude a atender nossos objetivos e solucionar possíveis alergias e intolerâncias alimentares, a orientação de um nutricionista é fundamental em todo o processo.

Conhecendo as dietas

Aqui, falaremos de algumas das dietas mais comuns e conhecidas: vegetariana, vegana, hiperproteica, (podendo ou não ser da família das dietas low carb), jejum intermitente, hipocalórica, zero lactose e a dieta celíaca ou zero glúten.

Vegetariana 

Dieta baseada em vegetais, para aquelas pessoas que por qualquer motivo que seja, não consomem carnes.

Podemos dividir os vegetarianos em 2 grupos: os ovolactovegetarianos, que consomem vegetais e outros produtos animais como ovos, leite e derivados, mas não consomem nenhum tipo de carne. E os vegetarianos estritos, que não consomem nem a carne em si, nem nenhum outro produto derivado de animais, como mel, leite e ovos.

Vegana 

Assim como os vegetarianos estritos, os veganos não consomem carne, ovos, leite e derivados. Vale lembrar que receitas que contenham ovos e leite, como o bolo, também são excluídas do cardápio.

Para os veganos, esse estilo de vida vai muito além da alimentação, pois também engloba a exclusão de roupas, calçados, diversos produtos e serviços que tenham em sua cadeia de produção a exploração animal.

Hiperproteica.

Faz parte do grupo das dietas Low Carb, que tem como base a redução de carboidratos e o aumento do consumo de carne, leite e derivados e vegetais.

Muito utilizada por pessoas que querem aumentar a massa muscular, já que o principal construtor dos músculos são as proteínas.

Especialistas mostram que essa dieta pode ser eficaz para perda de peso e na diminuição da resistência à insulina, inflamação e risco de doenças cardiovasculares. No entanto, há um alerta de que ela pode causar queda nas taxas de açúcar no sangue, provocando ainda dores de cabeça, desânimo, apatia e efeito rebote no emagrecimento e a estabilização do peso.

A Organização Mundial da Saúde, OMS, preconiza o consumo de carboidratos em torno de 40-60% do valor energético total da dieta, enquanto na Low Carb, essa porcentagem é de apenas 20-30% do valor energético total.

Para avaliar a segurança de começar essa dieta e descobrir se ela combina com seu objetivo, consulte sempre um nutricionista.

Jejum intermitente

Basicamente é a dieta que visa o jejum por algumas horas, podendo consumir apenas água, chá e café sem açúcar. Nos períodos de alimentação, conhecidos como janelas, o indivíduo pode se alimentar normalmente.

A ciência mostra que essa dieta pode proteger contra a síndrome metabólica e distúrbios associados, incluindo diabetes e doenças cardiovasculares, no entanto, não funciona para todos, é preciso considerar a individualidade.

Hipocalórica

A dieta mais conhecida e muito utilizada como estratégia para o emagrecimento.

Há uma diminuição das calorias totais ingeridas sem diminuir a quantidade de carboidratos, proteínas e gorduras preconizados pela OMS e há uma quantidade limite de restrição calórica por dia.

Zero lactose 

Essa dieta é indicada para indivíduos intolerantes à lactose.

A lactose é o açúcar do leite, por isso essa alimentação inclui a retirada de todos os alimentos que contenham leite e derivados ou substituí-los por versão sem lactose.

Pessoas intolerantes, quando consomem leite, podem apresentar problemas intestinais graves, perda de peso, dor de cabeça e dores articulares. Retirar a lactose costuma ser a solução mais eficaz e benéfica nesses casos.

Celíaca ou Zero Glúten 

Necessária para os indivíduos celíacos, ou seja,  intolerantes ao glúten.

O glúten nada mais é que uma proteína presente em diversos cereais e farinha como, por exemplo, o trigo, centeio, cevada, aveia e malte.

Ao ser consumido pelos alérgicos, essa proteína promove problemas gastrointestinais severos como: gases, náuseas, diarreia ou prisão de ventre, perda de peso e lesões na pele.

A Importância de um profissional da saúde

Independente da dieta que você escolher seguir, é essencial um nutricionista para avaliar e indicar o melhor modo de seguir. Apenas um profissional conseguirá pontuar as vantagens e desvantagens de cada uma delas para o seu organismo e estruturar qual plano alimentar que é o melhor para você.

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