Tudo Que Você Precisa Saber Sobre o Eixo Cérebro-intestino

O eixo cérebro-intestino é uma conexão de mão dupla que ocorre utilizando vias como o sistema nervoso, em especial o nervo vago, o intestino, que comporta microrganismos como as bactérias, células do sistema de defesa e o sistema circulatório, que permite a passagem de substâncias produzidas pelo intestino durante a digestão, e o sistema neuroendócrino, responsável pela produção e secreção de hormônios.

Essas vias interagem levando substâncias e informações de um lado para o outro, do intestino para o cérebro, e do cérebro para o intestino. Isso significa que o que comemos interfere nas nossas emoções, na nossa saúde mental e no nosso humor, no desenvolvimento ou não de doenças como depressão e ansiedade, bem como outras doenças mentais ou psiquiátricas, além de alterar o quadro imunológico e hormonal.

Adicionalmente, a serotonina também é produzida no intestino, o chamado “hormônio da felicidade”, tem como função ajudar nos movimentos intestinais para que o bolo alimentar continue se movimentando pelo tubo digestório e atua na regulação do humor, sono, apetite, ritmo cardíaco e a regulação da temperatura corporal.

Estima-se que os adultos possuam 10 vezes mais bactérias do que células no corpo humano, influenciando nossa vida em todos os sentidos e ditando sobre como será nossa qualidade de vida. Além das bactérias, as nossas células do sistema imune interagem diretamente com as partículas dos alimentos presentes no intestino durante a digestão, e promovem, ainda que pouco, um quadro de inflamação ou de combate a inflamação.

Pacientes com Síndrome do Intestino Irritável e outras doenças inflamatórias do trato gastrointestinal, podem apresentar ansiedade e/ou depressão, já que apresentam uma falta de equilíbrio no metabolismo intestinal e na produção hormonal promovida por ele. Além disso, quadros como diabetes, obesidade e outras doenças metabólicas, decorrentes do aumento da inflamação também sofrem grandes impactos, visto que não são apenas os alimentos que aumentam a inflamação, mas também a interação deles com a microbiota intestinal.

O perfil de bactérias e a ação inflamatória das células do sistema imune, presente no nosso intestino, obedece à qualidade de alimentos e a variedade da nossa alimentação. Assim, quanto mais alimentos altamente processados consumimos, ricos em açúcares e gorduras, mais inflamação o indivíduo estará propenso a desenvolver, aumentando o risco para desordens mentais e metabólicas.

Por outro lado, pessoas que priorizam os vegetais, frutas, legumes e verduras, ricos em nutrientes e compostos bioativos, e ainda fazem o consumo de probióticos, tem uma maior ação anti-inflamatória, aumentando a produção de serotonina e de compostos benéficos à saúde humana, apresentando menor risco de desenvolver doenças metabólicas, mentais e psiquiátricas, além de terem maior disposição e melhor humor.

Adicionalmente, a serotonina também é produzida no intestino, o chamado “hormônio da felicidade”, também tem como papel ajudar nos movimentos intestinais para que o bolo alimentar continue se movimentando pelo tubo digestório, aliado a isso, há também a regulação do humor, sono, apetite, ritmo cardíaco e a regulação da temperatura corporal.

Referências:

BARBUTI, Ricardo C.; MARIA DO CARMO, F. Passos. Eixo microbiota-intestino-cérebro e o uso de probióticos.

DA SILVA, Ívina Albuquerque et al. RELAÇÃO INTESTINO-CÉREBRO: DESEQUILÍBRIO DA MICROBIOTA INTESTINAL COMO PRECURSOR DE DOENÇAS GASTROINTESTINAIS E DOENÇAS NO SISTEMA NERVOSO CENTRAL (SNC).

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SOUZEDO, Flávia Bellesia; BIZARRO, Lisiane; PEREIRA, Ana Paula Almeida de. O eixo intestino-cérebro e sintomas depressivos: uma revisão sistemática dos ensaios clínicos randomizados com probióticos. Jornal Brasileiro de Psiquiatria, v. 69, p. 269-276, 2020.

UMANETS, Oleksandra. A contribuição do processo inflamatório nas doenças neurodegenerativas. Tese de Doutorado.

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